O trabalho escravo no Brasil

A denúncia do programa A Liga de hoje (16/08/11) sobre o trabalho escravo nas indústrias têxteis não é novidade nenhuma. Tanto a Zara como diversas outras marcas que colocam em suas etiquetas Made in Índia, Made in Vietnan, entre outros países, abusam da terceirização de suas produções, o que resulta diretamente na exploração de trabalhadores humildes em diversos países subdesenvolvidos.

Nos 3 anos em que trabalhei em uma Indústria Têxtil na região do Bom Retiro, tive a infelicidade de conhecer diversos porões aonde funcionavam mini-fábricas com trabalhadores ilegais vindos de diversos países vizinhos do Brasil, principalmente da Bolívia, sendo a maioria destas fábricas comandadas por diversos imigrantes ilegais koreanos residentes no bairro.

Graças a esta mão de obra barata, sonegação de impostos, entre outras facilidades, muitos destes “empresários” prosperaram e construíram grandes e belas lojas no Bom Retiro. Criou-se então uma concorrência desleal e os antigos empresários do bairro perderam a batalha. Tudo isso com a benção do governo, que permitiu a importação de tecidos com baixa carga tributária, aliado à mão de obra barata, muitas vezes escrava.

No final de 2010, trabalhadores de Bangladesh realizaram uma forte manifestação contra os baixos salários pagos pelas grandes marcas ocidentais, cerca de US 45,00 mensais. Algumas das marcas ali produzidas: Wal-Mart, Zara, Tommy Hilfiger, H&M, Carrefour, Gap, Metro, JCPenney, Marks & Spencer, Kohl’s e Levi Strauss.

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2 Comments

  1. ESSA ZARA É UMA GRANDE VERGONHA!VAMOS BOICOTA!!!!!!!!!!!!

  2. atilio

    Eu acho que a gente tem que azarar a Zara… Trabalho escravo? Pra empresa que tem loja em Shopping? Explorar coitadinho pra enriquecer os espanhóis, donos da Zara? A fortuna da dona da Zara chega a quase 3 bilhões. De Euros… Vamos azarar a Zara…

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