Depois de um longo tempo fora do mercado, a Gradiente voltou aos noticiários.

No primeiro semestre de 2012, a marca que a minha geração se recorda pelo famoso aparelho de som chamado “Meu primeiro Gradiente”, fez seu primeiro retorno com o lançamento do “Oz”, ou algo como “Meu primeiro Tablet”, que nada mais era do que um tablet com Android, conteúdo infantil embarcado e uma canetinha super estilosa para a criançada poder usar o tablet. Veja AQUI o produto. Apesar do Tablet ser preto, com pouco apelo visual para a criançada, achei que poderia ser um recomeço para a Gradiente. Talvez, se tivessem optado por cores mais alegres, como a do velho e querido aparelho de som infantil, as vendas teriam sido melhores.

Mas parece que o “Meu primeiro Tablet”, não fez a marca renascer como o previsto…

Ficaram mais alguns meses sumidos e reapareceram nesta semana com um “novo” produto, e de forma bem polêmica, e porque não dizer, negativa. Trata-se do Gradiente iphone, um aparelho que apesar de querer ser um iphone, é com Android e com recursos nada diferentes de um xing ling da 25 de março.

Mas o problema não é a sua configuração. O problema é o nome dado ao aparelho.

Fico me perguntando como uma empresa como a Gradiente, ainda querida por muita gente, se presta a este tipo de coisa. Por mais que tenham registrado a palavra ou a marca “iphone” no Brasil antes da Apple, usar este tipo de recurso é extremamente negativo e prejudicial à marca. E digo mais, é tentar chamar o consumidor de idiota, achando que ele vai chegar na loja e pedir para o vendedor: “Ei, você tem o iPhone da Gradiente”?

A Gradiente deu tiro no pé, não de revolver, mas de Fuzil. Limpar esse buzz negativo vai demorar muito, além de comprometer seriamente o respeito que a marca tem (ou tinha).