Pesquisa inédita MindMiners/PayPal analisa como a geração Millennial consome informação.

O WhatsApp lidera quando o assunto é “veículo de comunicação mais usado”. Facebook, YouTube e Google vêm na sequência. Mídias tradicionais perderam espaço.

A Geração Millennial, também conhecida como Geração Y, é composta por aquelas pessoas que nasceram entre o começo dos anos 80 e o final dos anos 90 – e representa, atualmente, cerca de 20% da população mundial – no Brasil, são cerca de 58,7 milhões de pessoas, entre os 18 e os 34 anos de idade, segundo dados do IBGE.

Por definição, são jovens que não acreditam no conceito de tradição ou localização; não sabem o que é a vida sem a tecnologia digital; e consomem informação avidamente, principalmente via redes sociais e aplicativos. Isso porque nasceram com a certeza de que é possível colocar a vida inteira (incluindo relacionamentos, entretenimento e todo tipo de dados pessoais ou profissionais) em seu bolso – literalmente.

Pensando nisso, o PayPal encomendou à MindMiners, especialista em big data, uma pesquisa sobre os hábitos de consumo de informação dos Millennials – divulgada com exclusividade na edição 2017 do Anuário Brasileiro da Comunicação Corporativa, publicado pela MegaBrasil.

O estudo traz resultados bastante interessantes. O WhatsApp, por exemplo, lidera quando o assunto é “veículos de comunicação mais usados”. Já o Google foi o mais citado como fonte de informação e veículo de conhecimento/aprendizado. Não por acaso, as chamadas mídias tradicionais (principalmente revistas e jornais impressos e online) apresentaram índices mais modestos.

E uma curiosidade: cerca de um terço dos entrevistados pela MindMiners passa mais de 3 horas por dia no Facebook, mas menos de 3% avaliam que a rede social é um veículo de comunicação muito confiável. Porém, também segundo a pesquisa, 95% garantem que verificam a veracidade das notícias antes de compartilhá-las em seus perfis.

Os Millennials podem ser mesmo complexos, mas o certo é que, levando-se em consideração que 70% desses jovens fizeram compras online no decorrer do ano passado – de acordo com recente estudo que o Ipsos realizou para o PayPal -, pensar nessa fatia de consumidores é mais do que apenas inteligente. Pode significar vida ou morte de qualquer negócio no curto ou médio prazo.

Os highlights do estudo da MindMiners para o PayPal você confere abaixo:

  • O WhatsApp lidera quando o assunto é “veículos de comunicação mais usados” pelos Millennials: 91,7%. Já o Facebook e o YouTube foram citados por 86,7% dos entrevistados; e o Google (para fazer pesquisas), por 85%. Do outro lado da balança, jornais impressos foram citados por apenas 15,7%; e revistas impressas, por 16%.
  • Da lista inicialmente oferecida pela MindMiners, o veículo mais usado como fonte de informação é o Google (66,3%), seguido por Facebook (55%) e pela TV (51,3%). Do outro lado da balança, jornais impressos foram citados por somente 9,7% e revistas impressas, por 7,7%.
  • Já o veículo mais usado como fonte de entretenimento pelos Millennials é o YouTube (81,7%), seguido por Facebook (71%), WhatsApp (66%), serviços de transmissão online (54%) e Instagram (54%) e TV (52%) . Do outro lado da balança ficaram jornais e revistas online e/ou impressos (com, no máximo, 6,7% de citações).
  • O veículo mais usado como fonte de conhecimento/aprendizado é o Google (para fazer pesquisas), com 75,7% das respostas, seguido por YouTube (71,3%), TV (31,3%) e Facebook (26%). Do outro lado da balança, o Twitter registrou 5% das citações, seguido por jornais e revistas impressos (7,3% e 8,7%, respectivamente) e pelo rádio (8,7%).
  • Quando questionados sobre o uso de cada um dos veículos da lista inicial, os Millennials responderam o seguinte: Facebook (88% acessam todos os dias); Google (para pesquisas, com 80%); Instagram (77%); YouTube (61%); Snapchat (52,8%); e jornais online (47,9%). Do outro lado da balança, os jornais impressos são lidos diariamente por 23,4% dos entrevistados.
  • Quantas horas por dia a Geração Y passa no Facebook? 35% dos pesquisados disseram acessar o site 3 horas ou mais por dia; 14%, entre 2 e 3 horas; 21%, entre 1 e 2 horas; e 30%, até 1 hora. Os números do YouTube neste quesito também são interessantes: 21% dos pesquisados disseram acessar o site 3 horas ou mais por dia; 15%, entre 2 e 3 horas; 31%, entre 1 e 2 horas; e 33%, até 1 hora.
  • No que diz respeito à confiabilidade dos meios de comunicação, só 3% dos entrevistados confiam muito no Facebook; 5% confiam muito no Instagram; 22% confiam muito no Google (quando fazem pesquisas); 4% confiam muito no Twitter; 14% confiam muito em jornais impressos ou online; 8% confiam muito em revistas online ou impressas; 15% confiam muito em rádios; e 9% confiam muito no YouTube.
  • Dentre as páginas do Facebook mais acessadas porque confiáveis, os líderes (em ordem decrescente) são G1/Globo, UOL, jornais de maneira geral, Folha de S. Paulo, Veja e Exame. Já dentre os jornais diários mais lidos, Folha, Estadão e O Globo lideram. E dentre as revistas mais lidas, Veja, Exame, Superinteressante e Época lideram.
  • Questionados sobre se compartilham notícias em suas redes sociais, uma surpresa: 50% disseram compartilhar; e 50% garantiram não compartilhar. E mais: 95% juram que verificam a veracidade das notícias antes de compartilhá-las.
  • 80,3% dizem consultar outras fontes de informação para checar a veracidade da notícia que pretende compartilhar nas redes sociais; 66,2% “pedem ajuda” ao Google e demais buscadores; e 19,7% consultam amigos e parentes.
  • Em quais redes os Millennials costumam compartilhar notícias? Facebook (86,7%), Twitter (15,3%) e Instagram (10%) são as líderes. Entre os temas que mais chamam a atenção dos pesquisados, destaque para política, tecnologia, notícias de forma geral, saúde, esportes, música, cinema e economia.
  • 88,4% dos entrevistados que disseram acessar jornal como fonte de informação não têm assinatura de nenhum jornal online. E 87% disseram não usar assinatura de outras pessoas para acessar jornais online. Já 82% dos entrevistados que informaram acessar revistas como fonte de informação não têm assinatura de nenhuma revista online. E 84% garantiram não usar assinatura de outras pessoas para acessar revistas online.
  • A MindMiners também questionou os Millennials sobre seu relacionamento com publieditoriais. E 71% deles disseram saber identificar quando o conteúdo é assinado por marcas e/ou empresas. Quanto à confiabilidade de conteúdo gerado por marcas/empresas, somente 6% dos entrevistados garantiram confiar muito; e 4,3% não confiam.
  • Se o pesquisado se incomoda com publicidade em formato de vídeo? 53% dizem se incomodar. Destes, 52% pulam os vídeos de publicidade; 35% o fazem dependendo da marca ou do produto; e somente 1% dos entrevistados nunca pulam.
  • De maneira geral, 38% dos Millennials garantem que, ao clicar no link de uma matéria, fazem questão de ler o texto inteiro; e 5,7% confessam que só leem o título e o primeiro parágrafo. Outros 56% dizem que o nível de leitura depende da matéria.
  • Os temas campeões de leitura, segundo a MindMiners, são: variedades/entretenimento (52,7%); saúde (47,3%); mundo (46,3%); e ciência (37,1%). Os temas que geram menor índice de leitura completa são fashion (15,2%); sustentabilidade (16,6%); e turismo (18,4%).
    Já os temas campeões de leitura do título e do primeiro parágrafo são: política (39,5%); economia (38,4%); saúde (29,7%); variedades/entretenimento (29,2%); e ciência (28,6%).

Citações

“Comunicar é um desafio constante para todos nós que trabalhamos nessa área. Mas o que a pesquisa da MindMiners nos mostra é que esse desafio talvez seja ainda maior quando o público a ser impactado são os Millennials. Eles têm hábitos diferentes – até por terem nascido sob a égide da tecnologia e do mundo virtual. Mais do que nunca, informação de qualidade sobre esse público é fundamental para que as empresas possam se manter à frente (ou pelo menos no mesmo passo) das demandas desses jovens”

Tania Magalhães, diretora de Comunicação do PayPal para a América Latina

“Os Millennials são uma geração bastante interessante. Até por serem mais egocentrados do que as gerações que os precederam, têm necessidade de praticidade, não gostam de perder tempo com atividades comezinhas. E, ao mesmo tempo, são muito fiéis em relação a marcas/empresas que demonstram preocupações sociais e ambientais. Por isso, quem quiser conquistar o coração desses jovens precisa ser, como eles, multidisciplinar e multitarefa”

Katya Mora, gerente de Atendimento da MindMiners