Ontem li mais um excelente artigo do Ricardo Jordão Magalhães, a quem gosto de chamar de “o cara que Quebra Tudo” e que recomendo a todos seguir pelas redes sociais, blog, videocast, etc. O cara é multimídia e você precisa ouvir o que ele tem pra dizer. Mas isso não quer dizer que você precise concordar com tudo que ele fala, afinal, ninguém é o dono da verdade. Muito do que vejo ele escrever ou dizer é, em muitos casos, utópico, como no caso deste artigo, onde seria tudo muito bonito se fosse viável ou real, principalmente no mundo-cão aonde exista um departamento comercial.

Com o título “O cliente é da empresa ou do vendedor?” (leia aqui: http://bit.ly/NueDFD), ele diz com todas as letras quem é o verdadeiro dono do cliente. Melhor dizendo, quem DEVERIA ser o dono do cliente. Mas a realidade é bem diferente em muitos mercados.

No artigo, Ricardo deixa claro porque o cliente é da empresa, mostrando a responsabilidade de cada setor – do financeiro ao marketing – em relação ao cliente. Mas é o VENDEDOR – o cara que está la no dia-a-dia, se virando de todas as meneiras e fazendo o possível e o impossível para tirar mais um pedido – que É o dono do cliente. Se hoje o VENDEDOR está na empresa X e amanha está na empresa Y, não tenha dúvidas que ele vai levar seus clientes junto. Em muitos casos uma empresa não contrata o vendedor, mas a sim a sua carteira de clientes.

A empresa só será dona do cliente se o seu produto for sensacional e insubstituível. O resto, infelizmente, é o resto.

Se o seu preço for matador, se o seu atendimento for pontual, se o seu marketing ajudá-lo nas vendas, se o seu financeiro for correto e maleável, o vendedor será apenas mais uma peça (importante) neste conjunto. Mas como bom vendedor, ele levará seu cliente para onde bem entender.

Tomara que um dia possamos viver num mundo perfeito como o relatado pelo Ricardo, a quem respeito muito, mas enquanto isso não acontece, voltemos para a realidade do mundo-cão dos departamentos comerciais, aonde a amizade, coleguismo, etc, estão sempre em segundo plano. O negócio é vender, custe o que custar.

Finalizando, repito o que eu disse no começo do artigo: você não precisa concordar com tudo o que eu disse, afinal, ninguém é o dono da verdade.